Meio Ambiente Piauí
Semarh proíbe queimadas em imóveis rurais até 30 de outubro para prevenir incêndios florestais em todo o Piauí
A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) proibiu o uso do fogo em imóveis rurais de todo o estado até 30 de outubro. A m...
09/10/2026 10h48
Por: Redação Fonte: Secom Piauí

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh) proibiu o uso do fogo em imóveis rurais de todo o estado até 30 de outubro. A medida está prevista na Portaria nº 137, publicada nesta sexta-feira (9), no Diário Oficial do Estado (DOE), e foi adotada diante do agravamento das condições climáticas, com temperaturas elevadas, baixa umidade do ar, estiagem e maior disponibilidade de vegetação seca, fatores que aumentam o risco de surgimento e propagação de incêndios florestais.

A proibição alcança inclusive as queimadas controladas que já tinham autorização da Semarh. Durante a vigência da portaria, também ficam suspensos os processos para emissão de novas autorizações. A secretaria intensificará o monitoramento por satélite e a fiscalização em campo, com possibilidade de multas, embargos e outras medidas administrativas contra responsáveis por queimadas irregulares, além de comunicação aos órgãos competentes quando houver indícios de crime ambiental.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Ascom Semarh

Apesar do cenário climático desfavorável, os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram uma redução significativa das queimadas no Piauí. Entre 1º de janeiro e 8 de outubro, foram registrados cerca de 4,5 mil focos de incêndio, aproximadamente 30% a menos que no mesmo período de 2025. Em setembro, primeiro mês do período mais quente do ano, o estado contabilizou 1.848 focos, contra 2.147 no mesmo mês do ano passado, uma queda de 13,9%. É o menor número de focos para setembro desde 2016, quando o estado registrou menos de 2 mil ocorrências.

“Mesmo com a redução dos focos de incêndio, não podemos ignorar o agravamento das condições climáticas. Estamos entrando em um período de maior risco, com calor intenso, baixa umidade e vegetação seca, que favorecem a propagação do fogo. A portaria é uma medida preventiva para evitar que esse cenário resulte em incêndios de grandes proporções, protegendo a população, os recursos naturais e a produção rural”, afirma o secretário do Meio Ambiente, Feliphe Araújo.

A restrição poderá ser prorrogada caso a avaliação técnica das condições ambientais e meteorológicas indique a necessidade. A portaria prevê exceções para o emprego tecnicamente necessário do fogo em ações de prevenção e combate a incêndios florestais, além das práticas culturais e de agricultura de subsistência protegidas pela legislação para povos indígenas, comunidades quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.