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Reunião define ações do Projeto Sertão Vivo para beneficiar comunidades quilombolas no Piauí

A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) realizou, na manhã desta terça-feira (12), uma reunião com a Secretaria de Estado ...

12/05/2026 às 15h46
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada) realizou, na manhã desta terça-feira (12), uma reunião com a Secretaria de Estado das Relações Sociais (Seres) e a Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Piauí (Cecoq-PI) para discutir a implantação do Projeto Sertão Vivo no estado. O encontro teve como foco o alinhamento de ações voltadas às comunidades tradicionais, especialmente os povos quilombolas, considerados públicos prioritários da iniciativa.

O Projeto Sertão Vivo prevê investimentos de cerca de R$ 150 milhões em práticas agrícolas resilientes, com ações como financiamento de sistemas produtivos adaptados às mudanças climáticas, construção de cisternas e implantação de tecnologias de reaproveitamento de água.

A expectativa é beneficiar mais de 37 mil famílias em 90 municípios piauienses. A iniciativa é resultado de parceria entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Green Climate Fund, com execução pela Sada.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Ascom Sada

Durante a reunião, o diretor de Relações Sociais da Seres, Claudionor Vieira, destacou a importância da participação das comunidades tradicionais na construção das ações do programa.“Estamos iniciando essa discussão com as comunidades quilombolas para aproximar a gestão do projeto das lideranças e construir esse processo de forma participativa, fortalecendo a execução das ações junto aos territórios de desenvolvimento do estado”, afirmou.

O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Sada, André Rocha, explicou que o encontro marca o início de uma série de diálogos com os públicos prioritários do projeto, entre eles comunidades indígenas, mulheres, jovens, ribeirinhos, extrativistas e quebradeiras de coco.

Segundo ele, o projeto está na fase preparatória, com estruturação das equipes de gestão e organização de seminários regionais e oficinas municipais para identificar comunidades em situação de maior vulnerabilidade climática, social e econômica. Após essa etapa, serão elaborados planos territoriais de investimentos em ações de resiliência climática, incluindo sistemas agroflorestais, quintais produtivos, cisternas calçadão e tecnologias de reaproveitamento de água.

As famílias beneficiadas também receberão assistência técnica especializada por dois anos durante a execução do projeto, que terá duração total de seis anos.

“O objetivo é desenvolver ações adaptadas à realidade de cada comunidade, fortalecendo práticas de convivência com o semiárido e promovendo mais segurança hídrica e produtiva para essas famílias”, destacou André Rocha.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Ascom Sada
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